Dev.Pr. Mathias

 

 

O TEMPO COMO PRESENTE DE DEUS

Estamos chegando ao final de 2004. Este é um tempo para reflexão: O que fizemos de precioso tempo que recebemos de Deus neste ano? Que visão temos do futuro? O que seremos como cristãos e como igreja no ano que se aproxima?
Deus nos exorta em sua palavra a remirmos o tempo porque os dias são maus. Os dias são maus, mas devemos estar atentos para as oportunidades que Deus coloca diante de nós. Aos fariseus e saduceus que pediram a Jesus um sinal vindo do céu, ele perguntou: “Sabeis, na verdade, discernir o aspecto do céu e não podeis discernir os sinais dos tempos?”(Mateus 16:3b)
A leitura dos “sinais do tempo”, à luz das Escrituras, nos leva a perceber as oportunidades de Deus e as ameaças do Diabo. O discernimento é necessário porque as ameaças demoníacas são apresentadas através de tentações sutis que se assemelham muito com as oportunidades divinas. O Diabo tentou, com sutilezas, desviar Jesus do caminho da obediência . Por estarmos identificados com Jesus pela fé e obediência, sofremos as mesmas investidas, mas “naquilo que ele (Cristo) mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados”(Hebreus 2:18)
De acordo com Paulo na carta aos efésios (5:15-21), remimos o tempo quando andamos em sabedoria. Em Cristo estão ocultos todos os tesouros da sabedoria. Ele convida: “Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração”(Mateus 11:29).
Remimos o tempo, também quando compreendemos a vontade do Senhor. A vida de intimidade com Deus, através da meditação da palavra e da oração, é necessária para discernirmos os caminhos de Deus para nós. Fora dos caminhos do Senhor ficamos privados da sua bênção e direção.
Finalmente, remimos o tempo quando buscamos a plenitude do Espírito Santo. Essa ordem é dada aos cristãos que já tinham o Espírito. No entanto, o contexto de Efésios 5:18 mostra que o crente pode ser controlado pela carne e não pelo Espírito. Não há outra opção: ou buscamos a plenitude do Espírito e somos por ele controlados, ou nos sucumbimos às tentações da carne, do mundo e do Diabo e sofremos terríveis conseqüências. Os cristãos cheios do Espírito vencem as tentações e aproveitam as oportunidades de Deus.
Que o ambiente festivo do Natal e do Ano Novo que se aproximam seja também oportunidade para arrependimento do mau uso que fizemos do tempo em 2004 e para a busca da graça para que no ano vindouro vivamos também em novidade de vida para a glória de Deus.

Fonte:
Boletim Mensal da 1a IPI de Londrina
Pr. Mathias Quintela de Souza
Londrina,12/2004

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